Entrevista

Entrevista com autora do livro “Meu pé que me leva pelo mundo”



Entrevista com autora do livro “Meu pé que me leva pelo mundo”


Eae galera, no post de hoje trago uma entrevista com a mochileira Verônica Farias.

Além de mochileira, Verônica também é editora do blog Viaje que te ajuda! e também é autora do livro MEU PÉ QUE ME LEVA PELO MUNDO. Ela concordou gentilmente em compartilhar um pouco do conhecimento e experiência que tem como mochileira concedendo essa Entrevista que você confere abaixo:

EU VOU DE MOCHILA: Olá, primeiro de tudo obrigado por aceitar o convite para responder algumas perguntas para os leitores do Eu vou de mochila. De onde surgiu a ideia de ser mochileira, como começou tudo?

VERÔNICA FARIAS: Foi tudo muito natural e surgiu como uma oportunidade. Aos 19 anos eu havia feito uma viagem aos EUA com uma amiga através de uma agência de turismo. Relutei muito para ir com um grupo porque queria fazer a viagem à vontade, ir pra onde quisesse, mas como eram meus pais que estavam pagando, eu tinha a única opção de aceitar, pois queriam que eu estivesse protegida, segura junto a pessoas que seriam responsáveis por mim.
Uns oito meses depois, voltei aos EUA com minha irmã que havia ficado encantada com o que eu tinha contado sobre toda a viagem. Desta vez iríamos sozinhas. Eu disse a ela que garantiria nosso bem estar. Já havia lido sobre albergues da juventude(e achava o máximo) e sempre gostei de fazer meu próprio caminho. Foi assim que tudo começou. Minha irmã e eu fomos de mala(literalmente) mochilar nos EUA por dois meses.

EU VOU DE MOCHILA: Conte-nos um pouco sobre seu primeiro mochilão. Quando foi? Para onde foi?

VERÔNICA FARIAS: Meu primeiro mochilão foi pelos Estados Unidos. Dois meses visitando os Estados da California e de Nova Iorque.
Foi impressionante em todas as matérias que poderíamos estudar em uma Universidade: politicamente, culturalmente,
socialmente, administrativamente, historicamente, antropologicamente….enfim, aprendemos muito sobre um outro tipo de “gente”. Gente como nós.

EU VOU DE MOCHILA: E o livro, como surgiu e como foi a experiência de escreve-lo? Para quem ainda não leu, o que esperar?

VERÔNICA FARIAS: A idéia do livro surgiu em maio de 2006, quando decidi que deveria fazer mais uma viagem para atualizar algumas informações e passar por outras experiências, oferecendo novas vivências aos aspirantes a um mochilão.
Escrever o livro foi muito fácil. Eu purgo viagem, gosto de escrever e gosto de passar adiante boas experiências, seja oralmente através de palestra, de um programa de TV, internet ou rádio, seja através da leitura do livro. A editoração é que foi mais complicada porque, apesar de eus er formada em publicidade, mexer com programas de diagramação, fazia anos que não atuava. Tive apoio financeiro de minha irmã, ajuda de amigos, inclusive de Eber Guny, do Mochilão Sem Fronteiras, que ajudou no tratamento das imagens, O Marco Pettucco, que ajudou na revisão. Então, tive muita ajuda sem custo para o livro. Ele é pequeno, simpático, fácil de ler e repleto de orientações pra você aproveitar sua viagem, seja ela de mochilão, seja ela de mala de rodinha e hotel 5 estrelas. Falo muito das percepções durante a viagem, e isto você pode ter em qualquer estilo de jornada. O negócio é que as pessoas tem dificuldade pra perceber o quanto elas perdem quando ficam horas dentro de um hotel consumindo qualquer coisa. Se bem que tem gente que QUER FAZER REALMENTE ISSO. E sabem o que estão perdendo, mas não as interessa.
Meu real objetivo é fazer você, ao menos, ficar com muita vontade de experimentar algo até mais light, mas que seja independente.

EU VOU DE MOCHILA: Para onde você gostaria de fazer um mochilão que ainda não tenha feito?

VERÔNICA FARIAS: Ainda farei a Transiberiana. Sou doida pra acampar no deserto de Gobe e ouvir “in loco” os tuvans, cantores de garganta. E tem muito mais que vamos projetando de pouquinho.

EU VOU DE MOCHILA: O que não pode faltar na sua mochila?

VERÔNICA FARIAS: Paninhos umedecidos. hahahah Eu suo muuuuito no verão e no frio tomo pouco banho. hahahahah. O negócio é passar o paninho por todos os lados.

EU VOU DE MOCHILA: Já passou por algum perrengue ou situação engraçada que gostaria de nos contar?

VERÔNICA FARIAS: Sempre tem uma coisa engraçada que acontece com a gente. Quando fui aos EUA com minha irmã, em março de 94, conhecemos o David Dodge, um estadunidense que estava viajando de bicicleta pela california, aguardando o chamado de alguma universidade para estudar direito. A gente se conheceu num albergue em Marin County, San Francisco. Ele chamava a bicicleta dele de “Beast”. Conversava com ela. O cara era muito legal e fizemos amizade. Uma tarde, minha irmã e eu resolvemos fazer caipirinha para ele. Fomos a um mercadinho, compramos uma “Absolute citron”, um limão e um monte de saché de açúcar. O coitado, pelo caminho mesmo, expremeu o limão dentro da garrafa e tacou açúcar dentro. Enquanto anoitecia bebemos a garrafa toda. Ele fez propostas indecorosas, fingíamos que não entendíámos, depois comecei a fazer a ginástica da Jane Fonda(sim, famosa na época por seus videos de aeróbica). Ah, e tudo isto nas margens da Baía do San Franciso.
Imagine que coisa linda: estávamos do outro lado da Golden Gate, de onde víamos as luzes da cidade, a ponte…nem sei como lembro disso. Bem, o final é que depois de ter ficado muito doida, derrubei a beast, fui vomitar na baía, voltei limpando a mão em capim gordura e ao ritmos das ginásticas de Jane Fonda. O albergue em que estávamos, um sobrado, proibia bebidas alcóolicas e gente bêbada. Nosso quarto ficava no andar de cima. Eu subi sem olhar para ninguém e me joguei na cama de cima da beliche em que estávamos. Eu estava tão alucinada que ficava imaginando que ia entrar um assassino no quarto, iria direto na minha cama que tava na altura da vista dele e que ele iria me dar um tiro, aí eu ficava imaginando se eu deveria ficar com a cabeça ou os pés direcionados para a porta. Fiquei me virando na cama e não dormi. Dia seguinte pela manhã, a maior ressaca. Foi um dia muito ruim porque fiquei azeda.
Sinceramente, beba quando você souber que não vai atrapalhar um projeto, ou que você não vai atrapalhar a diversão de
alguém. Melhor, evite beber muito quando for viajar para fora. Você pode ficar mal, acordar tarde e isso atrapalha o curto
tempo que você muitas vezes tem pra conhecer os lugares.

EU VOU DE MOCHILA: Se eu pedisse para me indicar um lugar para um mochilão, que lugar seria esse? Por quê?

VERÔNICA FARIAS: San Francisco, claro!
Porque é meu segundo lugar no mundo! O primeiro é São Paulo mesmo. San Francisco tem espírito latino, é um cartão postal pra todos os lados onde você vira, tudo acontece por lá(até terremotos), tem uma energia boa, regiões próximas que são lindas e parece que todos estão sempre em férias.

EU VOU DE MOCHILA: Qual a primeira dica que você daria à alguém que pretende começar a mochilar?

VERÔNICA FARIAS: Desapegue,desencane e divirta-se. Você vai se sujar, você vai ter que se virar, você vai se transformar.

EU VOU DE MOCHILA: Verônica, agradeço muito a sua disposição em responder as perguntas e colaborar com o blog.
Um grande abraço!

Espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu.

Até a próxima.

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2 Comments

  1. […] a Verônica foi de uma simpatia enorme e além de conceder a entrevista, que você pode conferir aqui, também me enviou um exemplar de seu livro com autógrafo, dedicatória e […]

  2. Jonathan Padua

    21/07/2011 at 7:35 pm — Reply

    Já viu a entrevista que fiz com a @Verasss, a autora do livro "Meu pé que me leva pelo mundo"? http://t.co/lQnWi0t

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